29-Mai-2016
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Beleza: Mitos e Realidade

Beleza, dádiva divina. Buscada, venerada e invejada. Beleza física, da alma.
O culto ao corpo é hoje uma realidade, podendo, em certas situações, representar fator determinante de sucesso e satisfação. Pois, no afã de resgatar esta beleza, não raras vezes somos tentados a buscar tratamentos milagrosos.

A conseqüência não poderia ser diferente: a frustração acaba sendo maior que a expectativa. Nesses momentos, é importante a busca de critérios, prudência e razão.

Belas formas, corpo bem torneado, pele sedosa, seios firmes. Os padrões que definem beleza variam conforme os povos e a cultura de cada época. Não há dúvidas que as belas matronas de 1.500 anos antes de Cristo, se hoje vivessem, seriam as primeiras a buscar algum investimento em seu corpo, provavelmente insatisfeitas com não poucos centímetros a mais. Já as esguias e esbeltas mulheres dos faraós do Antigo Egito talvez buscassem seios mais fartos. A cada época artistas e intelectuais pintam, esculpem, escrevem e traduzem o padrão.

O modelo contemporâneo do belo, associado ao apelo da mídia e à uma imposição da vida moderna, levam a uma busca na melhoria do corpo. Os atuais vilões parecem ser a gordura, estrias, celulite, calvície, flacidez e rugas. A evolução da medicina, o melhor conhecimento de envelhecimento cutâneo e dos males provocados pelo tabagismo e pela exposição inadequada ao sol, acabaram brindando o ser humano com inúmeros e efetivos tratamentos que levam ao rejuvenescimento ou à prevenção do envelhecimento precoce. Porém, neste mercado atual e cada vez mais promissor de tudo o que cerca a saúde, muitos recursos sem fundamento científico acabam surgindo. A enxurrada de opções é incentivada pela falta de rigor, controle e normas por parte dos órgãos competentes, por uma indústria de medicamentos e cosméticos sedenta e, infelizmente, algumas vezes, por alguns maus profissionais vendendo milagres.
Como médico formado dentro de ensinamentos científicos, somente posso aceitar métodos ou drogas que possuam critério e nexo científico, além de estarem amparados por questões éticas. Lembremo-nos, porém, que a ética deve evoluir juntamente com a ciência médica. Informar a verdade, as opções e as novidades da ciência pode despertar os mais estranhos, mas algumas vezes previsíveis, sentimentos e interesses.

Dr. Alberto Goldman, médico cirurgião plástico
CREMERS 14581
Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica
Membro da International Society of Aesthetic Plastic Surgery

 
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