25-Jul-2016
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Seios Brasileiros: Invertendo a estatística?

Há muito tempo as brasileiras vêm buscando as clínicas de cirurgia plástica principalmente com a intenção de diminuir ou firmar seus seios. Até pouco tempo atrás, para cada dez cirurgias de mamas, não mais que uma era realizada com a finalidade de aumentá-las com implantes de silicone. Nossa realidade idealizava como padrão de beleza seios firmes, graciosos, porém educados, pequenos e discretos. O padrão americano de mamas grandes, enormes, nos parecia até agressivo e pouco sensual.

Porém, nos últimos anos, esta tendência parece, progressivamente, estar se invertendo. Mulheres que antes tinham idéia de se submeter à uma redução mamária mesmo às custas de algumas cicatrizes, hoje relutam, pensam melhor e, não raras vezes, após uma avaliação médica criteriosa, optam como melhor caminho o de não realizar a cirurgia e procurar enxergar e valorizar sua beleza nos seios um pouco mais fartos. O que antes representava um inconveniente, para muitas, transformou-se em virtude.

Mas, quais fatores levaram a esta nova realidade de mudança no padrão de beleza? Aliás, será que existe um real, único e formal padrão? Seio grande é seio bonito? Para alguns sim. A questão é que estes alguns vão, aos poucos, se tornando maioria. E o gosto masculino, qual sua importância e influência nesta história? Alguns fatores parecem ter sido determinantes nesta nova realidade (não há mais como chamar de tendência) na corrida pelo silicone. A influência da mídia, maior acesso aos meios de informação, melhoria técnica dos implantes e possibilidade de realizar a cirurgia sob anestesia local, além do custo mais acessível representam, possivelmente, os principais aspectos responsáveis pela busca crescente pelos implantes de silicone. As artistas mais belas, as principais revistas de culto à forma, beleza e moda, a televisão e o bate-papo das moças revelam a efervescência do tema. Para muitos (as), Silicone nas mamas é natural, é chique, é 10, é mistério. Elas chegam a discutir tamanho: ¨Eu botei 160, mas já disse a meu cirurgião que no futuro quero, pelo menos, 220¨. Soutiens com enchimento de óleo ou gel de silicone simulam, pelo menos temporariamente, o resultado almejado por muitas, enchendo os olhos de incrédulos e admirados e funcionando como verdadeira propaganda enganosa! Os próprios meios qualificados de informação têm o mérito de fornecer dados técnicos importantes antes restritos à consulta médica.

A paciente já chega a seu cirurgião sabendo que existem próteses de silicone texturizados, de poliuretano ou lisas, que elas podem ser colocadas pelo sulco das mamas, pela aréola ou pela axila, acima ou abaixo do músculo, que a cada 10 anos devem ser trocadas, que o silicone não dá câncer, que são necessárias mamografias de rotina após a cirurgia, que a cirurgia pode ser realizada sob anestesia local e que antes da cirurgia ela lerá e assinará com seu médico um termo onde estão listados todos os detalhes, vantagens, limitações e riscos do procedimento. Mais - que é um procedimento aprovado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica que recomenda que seja realizado por um de seus membros filiados e qualificados. A informação e discussão dos detalhes técnicos é, sem dúvida, a chave do sucesso do tratamento. Sabem também que é possível amamentar e que as mamas têm sua sensibilidade preservada após a cirurgia - algumas acham que as mamas ficaram mais sensíveis após o procedimento - mérito da auto-estima, daquilo que não se toca, não do silicone. Ainda estamos longe da realidade e, talvez, do exagero americano. Apenas no ano passado, quase 200 mil mulheres buscaram o cirurgião plástico para colocar próteses de silicone nos Estados Unidos.

Mas, hoje, as mulheres brasileiras buscam cada vez mais as clínicas de cirurgia plástica principalmente para aumentar - e não para diminuir - os seios, invertendo uma tendência que persistiu por longos anos. Alerta aos brasileiros: o bumbum, antiga preferência nacional, está sendo trocado pelos seios.

Dr. Alberto Goldman, médico cirurgião plástico
CREMERS 14581
Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica
Membro da International Society of Aesthetic Plastic Surgery

 
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